Imagine estar no cume do Himalaia, presenciando uma aurora que deixa o coração em êxtase. Naquele momento, a beleza é integral, fluente e além da linguagem. No entanto, quando tenta descrever essa beleza a um amigo, cada adjetivo usado — 'imponente', 'dourado' ou 'laranja-avermelhado' — na verdade estácortando e limitandoessa experiência original. Laozi percebeu isso logo no início do 'Tao Te Ching': a linguagem é uma ferramenta, enquanto o Tao é a essência infinita.
Análise de Frases-Chave: A Dualidade entre Tao e Nome
«O Tao que pode ser dito não é o Tao eterno; o nome que pode ser nomeado não é o nome eterno.»
- Tensão entre Verbo e Substantivo: Laozi aqui emprega uma construção gramatical sutil. O segundo «Tao» é um verbo, significando 'exprimir'. Toda regra que pode ser definida ou logicamente expressa é apenas uma verdade relativa do mundo empírico.
- Definir é Cortar: Quando damos um nome às coisas, estamos essencialmente estabelecendo limites. Mas o Tao é difuso e integral; assim que é nomeado, surge uma fronteira, fazendo com que perca sua transcendência original.
- O Dedo que Aponta para a Lua: Como mestre, Laozi sabia que a verdade não pode ser dita, mas, para orientar os discípulos, ele 'forçadamente' atribuiu os nomes 'Tao' e 'De'. Trata-se de uma medida prática, lembrando-nos para não nos apegarmos à ferramenta em si.
Comentários Gramaticais
(1) 第一與第三個「道」為名詞(真理);第二個為動詞(說得出)。「常」指恆常不變。
(2) Os primeiros e terceiros «Ming» são substantivos (nome); o segundo é um verbo (pode ser chamado).
(2) Os primeiros e terceiros «Ming» são substantivos (nome); o segundo é um verbo (pode ser chamado).